quinta-feira, 19 de julho de 2012

Claude Nicolas Ledoux

Claude Nicolas Ledoux (1736-1806)

           Ledoux estudou a arquitetura na orientação de Jacques François Blondel. Ledoux usou seus conhecimentos para projetar casas e cidades em um urbanismo fora do vulgar. Ele se tornou membro da "Académie Royale d' architecture" e, por consequente um dos arquitetos do rei Luis XV da França.
          Em 1773, Ledoux é encarregado de estudar a disposição das instalações e serviços salinas da cidade de Chaux. Isso foi a primeira cidade projetada por Ledoux com um conjunto de unidades típicas, classificadas uma a uma com significado e função dentro de um ciclo de trabalho (mercado municipal, cemitério, fábrica de artilharia, igreja, banhos públicos, etc.).
         A forma semicircular da salina foi inspirada nos benefícios do sol e a disposição dos diversos edifícios separados entre si servia para evitar os incêndios e, além disso, servia também para criar um bom ambiente para os trabalhadores. Disse-ele: "um bom ambiente faz um bom humano".
         Essa fábrica continha:
- O edifício do diretor, cuja posição facilitava a boa fiscalização do funcionamento da fábrica, sem precisa de deslocamento desse último,
- dois edifícios de produção de sal,
- casas dos operários,
- uma fábrica de barris,
- uma fábrica de utensílios e ferramentas metálicas,
- uma prisão (para os trabalhadores que não respeitavam as Leis da fábrica salina),
- os serviços administrativos,
- uma esquadra,
- uma padaria
em geral, essa fábrica tinha todos os serviços e infraestruturais semelhantes com os de uma cidade perfeita nessa época.
           As paredes com motivos decorativos representavam a solidificação do sal.
         
           Na outra segunda metade da fábrica salina, Ledoux construiu escolas e hospitais tornando a cidade com a forma de um grande circulo no centro da floresta.
           O centro da floresta foi um ótimo lugar pela implantação dessa fábrica, pois de lá, se podia ter facilmente acesso a lenha.

           Tanto Ledoux como Boullée projetaram edifícios em forma de esfera, pois para eles, a esfera era definida como forma típica da razão e de sua centralidade em relação ao universo infinito.
           Para ambos os arquitetos, a arquitetura era mais definida como "objetos de edificação" e não como "representação perspectivada e cenográfica do espaço".

                   Algumas de suas obras


1ª parte da fábrica salina

Casa dos guardas Campestres

Fábrica salina completa

Cenotáfio da cidade de Chaux

       
                        Bibliografias:
- Anotações em sala de aula
- Livro sobre a Arte Moderna (Argan)






Etienne-Louis Boullée


                                                      Etienne-Louis Boullée (1728-1799)
           Boullée era filho de um grande geometro, Louis-Claude Boullée, e, queria se tornar pintor, mas devido ao seu pai, se orientou para a arquitetura, onde se torna aluno de Jacques François, Germain e Jean-Laurent, para aprender a arquitetura clássica francesa.
           Ele foi nomeado na "Académie Royal d' architecture" e, se tornou o arquiteto de Fréderic II de Prussa, título honorário mas de grande prestígio. Projetou várias residências particulares, entre as quais podemos ressaltar o Hotel de Brunoy em Paris.
          Junto com Claude Nicolas Ledoux, ele foi um dos mais influentes arquitetos do Neoclássico na França.
         Boullée removia toda ornamentação desnecessária, aumentando as formas geométricas para uma escala imensa e repetindo elementos como colunas de forma colossal. Ele promoveu o conceito de fazer a arquitetura expressar seus propósitos, o que levou seus detratores a chamá-lo de "architecture parlante/arquitetura falante". Essa fato de a arquitetura expressar seus propósitos se tornou um dos elementos essenciais da arquitetura de Belas Artes no século XIX.
     
       Algumas obras de Boullée
- O cenotáfio para Isaac Newton, com forma de uma esfera, de 150 m de diâmetro e, firmemente incrustada em uma base circular ornada com Ciprestes (árvores ornamentais),
- Ópera de Paris (ressalto do Panteon de Roma),
- "Biblioteque Royale" Biblioteca real.

Hotel de Brunoy

Ópera de Paris

Biblioteca Real

Cenotáfio de Isaac Newton 

                     Bibliografia:
- Anotações em sala de aula,
- Livro sobre a Arte Moderna (Argan).







A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

                                         A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

            Século XVIII, início da revolução industrial na Inglaterra com a mecanização dos sistemas de produção.
- A máquina substitui o homem, gerando assim milhares de desempregados, por outro, baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção.
- Invenção de máquinas a vapor (locomotivas e trens) para transporte de mercadorias e de pessoas em um tempo mais curto e com custos mais baixos. O motor a vapor foi inventado pelo inglês James Watt.
          Os movimentos que surgem durante essa revolução são:
. O ludismo que foi uma revolução contra a maquinofatura (quebradores de máquinas).
. O cartismo, que conquistou diversos direitos políticos para os trabalhadores, como: -a redução do tempo de trabalho, -a melhoria das condições de trabalho, etc.

N.B: Antes da revolução industrial, a produção era artesanal e manual (uso da manufatura) e o artesão tinha controle do processo produtivo, da obtenção da matéria-prima, do produto final e do lucro. Mas durante a revolução, as máquinas substituem a mão de obra humana, de onde se começa a trabalhar por um patrão, perdendo o controle do processo produtivo. Essa perda de controle do processo produtivo é devido ao fato de que um objeto era produzido por várias pessoas, sendo que, cada uma tinha que fazer montar uma parte desse objeto (tipo as fábricas de automóveis que temos hoje em dia).

                   Consequências da revolução industrial na sociedade
- Aumento da poluição ambiental,
- Aumento da poluição sonora,
- Êxodo rural,
- Crescimento desordenado das cidades,
- Aumento da taxa de desemprego (devido à substituição da manufatura pela maquinofatura).
          Com a lei de cercamento de terras (ocupação de terras rurais para criação de ovelhas que favoreciam a produção de lã, produto que era vendido para a indústria de tecido que, na época, estava tendo um grande desempenho) os trabalhadores rurais eram expulsos de suas terras, ou seja, os camponeses que não podiam concorrer com os grandes criadores de ovelhas, vendiam suas ovelhas para esses criadores e, deixavam os campos e iam para a cidade à procura das melhores condição de vida. Uma vez na cidade, sem terem onde viver e nem o que comer, esses camponeses se tornavam uma mão de obra barata para as fábricas.

                      Impacto da revolução industrial na arquitetura
Durante esta revolução, os arquitetos e engenheiros buscam por melhoria de transportes, pontes e canais, edifícios públicos, onde estes deviam ser mais fortes, resistentes e não combustíveis. Por isso, os edifícios para exposições universais ganham destaque pelo uso de :
- Ferro fundido e vidro (facilitando a iluminação natural dentro das edificações),
- Colunas de ferro fundido,
- Vigas de duplo "T" que veem para substituir as estruturas de madeiras,
- Ferro fundido com grande decoração.

             Alguns exemplos: o Palácio de Cristal e a Torre Eiffel.


Vista interna do Palácio de Cristal

Vista externa do Palácio de Cristal

Torre Eiffel


                    Bibliografias:
- Anotações em sala de aula,
- Livro sobre a Era das Revoluções (E. Hobsbawm).